Porquê? Bom, antes de responder à questão, talvez seja conveniente saber quem é Jonathan Fields (JF). Para começar podemos dizer -de acordo com o próprio -que JF é marido e pai, o que já não é pouco! Mas é também um industrial da área do health and fitness, advogado de uma mega firma de advogados que se especializou em eadge funds.
Quando perguntam a JF o que ele faz para pagar as contas ele é capaz de responder: que já foi advogado de companhias de seguros, já fui day trader, já fui guia de percursos feitos em BTT, mas também já fui instructor de yoga. Mas nos últimos tempos quando lhe fazem essa pergunta, ou melhor, quando lhe perguntam o que é que ele faz na vida, à sua cabeça não vem nada que tenha que ver com trabalho. O que lhe vem à cabeça é a imagem da mulher e da filha de oito anos. Mas o que é que de facto paga as contas desta familia? Se a pergunta tivesse sido colocada nos anos 90 a resposta teria sido a advocacia numa mega firma de Manhattan como advogado especialista nos tais eadge funds e em seguros. Trabalho prestigiado, prestigiante, roupas caras e montes de prestigio que vinham nas mesmas quantidades dos cheques de pagamento do salário.
Mas depois veio, como ele próprio diz, “lot’s of soul-searching” e muitas horas de trabalho stressante que o levaram à sala de operações de um hospital para uma cirurgia de emergência. A partir desse momento JF começou à procura de coisas que lhe permitissem ter uma grande vida.
Como uma das suas paixões era a área do desporto e do empreendedorismo, deixou a advocacia e passou a ser um treinador profissional vivendo de um salário de $12 por hora. Lançou o primeiro centro de treino. O negócio expandiu-se para mais dois centros e com a ajuda de outros profissionais passou a poder ter o mesmo nível de vida que tinha como advogado, só que agora com uma profissão que tinham um impacto directo e muito imediato na vida das pessoas. À medida que este negócio do fitness crescia, JF descobriu uma outra paixão, a do marketing e do copywriting.
Com o negócio do fitness correndo sobre rodas, JF vendeu a sua posição na empresas e passou a dedicar-se ao desenvolvimento das suas capacidades nas áreas da escrita e do marketing, tudo isto antes de iniciar e lançar mais um projecto, um yoga center. Este negócio abriu-lhe as perspectivas para a ligação entre corpo e mente e para o estudo de algumas culturas orientais.
Com o tempo esta idéia do yoga center fez com que um grupo de pequenos empresários pedi-se ajuda a JF para o lançamento, marketing e re-arrumação dos seus negócios. Foi este pedido que deu origem a uma outra idéia de negócio e assim nasceu a Career Renegate, Inc., que actualmente funciona como um negócio feito a partir de casa e ligado e projectos online.
Hoje, JF escreve em blogs, publicou um livro, dá palestras sobre, eu diria, felicidade, forma de ser feliz fazendo aquilo que se gosta. Parece uma idéia tão simples, mas no entanto, tão complexa.
Voltemos à inveja que é mais admiração que outra coisa. A inveja é um sentimento muito feio.
Quem descobre um dia que aquilo (que faz) não é bem o que quer para a sua vida, mas tem a coragem de adequar a acção ao pensamento, ou por outras palavras, tem a coragem de agir, de mudar, de fazer qualquer coisa para alterar a situação, é um ser humano digno de admiração. JF, por razões de saúde, teve ou viu-se obrigado a pensar na vida. Viu-se obrigado a encontrar dentro de si formas alternativas de sustentar a familia. Encontrou a resposta naquilo que mais gostava de fazer, nas suas paixões. Pelo caminho, foi descobrindo outras paixões e hoje faz aquilo em que acredita e aquilo que gosta. Hoje JF tem um grande impacto na vida de muitas pessoas, pelo menos todas aquelas que o lêem, quer seja no blog, quer seja o seu livro, ou em todos aqueles que escutam as suas palestras.
Neste momento JF encontra-se em Bali. O que ele fez foi, mudar o seu projecto Career Renegate para aquelas paragens, e durante o Verão irá operar a partir dessa ilha paradisíaca da Indonésia. Digam lá se não é um concretizador de sonhos digno de admiração ... e também de alguma ... pequenina, inveja.
Eis um cheirinho do que Jonathan Fields faz.
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